Pergunto-me: qual é o lugar de um blog em 2025?
Terça feira, dia de Marte. O Sol está em gêmeos e a Lua está em peixes.
Relendo aqui ensaios de posts antigos, sem pretensão alguma de que fizessem alguma audiência, sinto algum orgulho pela escrita espontânea e bem estruturada dentro de uma dinâmica entre as emoções e o editor de texto.
Eu penso que para o redator talvez esse lugar ainda seja o mesmo lugar dos anos 2000: Um despejo terapêutico pautado na linguagem escrita e as vezes também imagética. A fixação de um pensamento, uma ideia, quiçá ainda seja um diário. Para os que lêem, acredito já ser um lugar de passagem tão fugídio quanto uma calçada com pavimento irregular. A catarse como efeito da linguagem escrita já não é assim tão praticada quanto antes. Pessoalmente, ainda consigo prestar atenção em textos consistentes mas confesso que a dificuldade de encontrar bons materiais de forma passiva é grande.
O excesso da disponibilidade complica escolhas que antes eram simples, como abrir a internet e ler um artigo "da semana" ou acompanhar os lançamentos dos nossos autores favoritos. Lembro-me até mesmo de devorar um título em .pdf pelo qual eu tenha esperado um bom tempo para conseguir. Fico feliz de ainda existirem muitas plataformas hospedeiras de bons textos, embora eu dificilmente vá fazer uma pesquisa para procurar material. Não sei se é justo falarmos de preguiça. Para a geração dos anos 80, quarenta anos trouxeram muitas mudanças no meio midiático e semiológico e é difícil na vida adulta cuidar dos nossos próprios hábitos, porém necessário.
Acompanhar a mudança de aulas, informações e afins em forma de vídeo ainda me faz muito resistente. Por um lado é bom porque não disponibilizo tanto tempo em redes sociais, por outro, gera essa questão com a escassez x excesso de disponibilidade de meios escritos. Espero ainda encontrar uma melhor forma de lidar com essa dicotomia.
Farei desse lugar ainda um exercício, tal como sempre foi: sem pretensão, sem cobrança e com o único propósito de organizar pensamentos e colecionar ideias.
A única escrita que venho praticando é a escrita terapêutica, que visa apenas organizar emoções e pensamentos, como forma de extravasar mesmo. Nesses casos, a caligrafia é a última coisa que importa.
Encerro aqui pensando que devo divagar em outro post sobre a escrita e o desenho com objetivos de manifestação da Vontade, que seria uma forma um pouco mais madura do que produzir garranchos ditados do inconsciente.
Salvo o texto com um sorriso nos lábios pois consegui me responder à pergunta lá de cima.

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